
Colheitadeira
A carta que costuma vir depois dos implementos, com o custo medido em sacas por safra.
Ver a carta da colheitadeira em sacas
Plantadeira, pulverizador e semeadora
O consórcio de implementos agrícolas paga plantadeira, pulverizador e distribuidor à vista, sem juros e com taxa de administração, em uma carta só ou em cotas separadas para cada implemento.
O consórcio de implementos agrícolas é uma carta de crédito que compra plantadeira, semeadora, pulverizador ou distribuidor à vista na revenda, com parcelas sem juros e taxa de administração. Uma carta grande serve a quem quer renovar a linha inteira de uma vez; várias cotas menores servem a quem troca um implemento por safra e quer lances mais baratos. Com a mesma taxa, o custo total das duas estratégias é igual: o que muda é o lance, a ordem de entrega e o risco de a carta ficar curta.
O que é
No consórcio de implementos, cada implemento agrícola pode ter a sua própria cota dentro de um grupo de consórcio, ou todos podem dividir uma cota maior. As parcelas dos participantes formam o caixa do grupo, que libera cartas de crédito nas assembleias, por sorteio ou por lance, dentro das regras da Lei 11.795/2008 e sob fiscalização do Banco Central do Brasil.
A carta paga implementos de marcas como Stara, Jacto, Jumil ou Semeato, conforme a administradora. Enquanto houver parcela em aberto, a plantadeira ou o pulverizador fica como garantia do grupo. Os implementos são uma das frentes do consórcio rural para máquinas e terra, ao lado de colheitadeira, trator e imóvel rural.
O implemento que define a janela de plantio e, quase sempre, a maior cota da linha.
De arrasto ou autopropelido, com valor que muda muito conforme a barra e a tecnologia.
Distribuidor de adubo e calcário, grade e carreta: cartas menores, às vezes abaixo do mínimo.
6 sinais
O consórcio faz sentido quando a troca dos implementos pode ser planejada com uma ou mais safras de antecedência. Quando a sua linha mostra dois ou mais destes sintomas, a divisão das cartas já pode começar.
Linhas com falha e manutenção a cada safra mostram que a troca está perto.
Plantadeira, pulverizador e distribuidor chegam ao fim da vida útil na mesma época.
Depender do pulverizador de fora custa dias na janela de dessecação.
A plantadeira atual já não fecha a área nova dentro da janela do zoneamento agrícola.
O crédito rural já paga semente e adubo, e não sobra espaço para máquina.
Um implemento por safra, sem somar uma dívida nova no banco.
Passo a passo
A lista vira proposta, a proposta vira cotas e cada cota contemplada vira um implemento no galpão. Com cotas separadas, as duas últimas etapas acontecem uma vez para cada implemento, em momentos diferentes.
Quais, o valor de cada um e qual é mais urgente.
1 minuto
Uma carta ou várias cotas, com parcela e lance de cada.
Segunda a sábado, das 8h às 18h
Qual implemento vem primeiro no calendário da lavoura.
Antes da próxima janela de uso
Todas agora ou em etapas, direto com a administradora.
Uma cota por vez, se preferir
Aviso de sorteio e prazo de lance para cada cota.
Cada cota no seu ritmo, sem prazo prometido
Nota fiscal aprovada, a carta paga a revenda à vista.
Após a análise de crédito da cota
Sem custo extra
Montar a divisão das cartas e acompanhar cada cota até o implemento chegar faz parte do serviço, sem cobrança separada. Os limites do nosso trabalho aparecem na coluna ao lado.
Cada cota de implemento segue a mesma lógica: o crédito somado à taxa de administração, repartido pelo número de pagamentos, com fundo de reserva e seguro por cima. Um pulverizador de R$ 250 mil com taxa de 16% em 80 meses fica em cerca de R$ 3.625 mensais antes desses dois acréscimos. O que pesa na conta dos implementos:
| Fator | Como influencia | Exemplo |
|---|---|---|
| Divisão das cartas | Uma carta concentra o lance; várias cotas espalham as chances | R$ 750 mil em 1 carta ou em 3 cotas de valores diferentes |
| Valor de cada cota | Sai da cotação de cada implemento, com os opcionais | Pulverizador de R$ 250 mil, 16%, 80 meses: cerca de R$ 3.625 mensais |
| Prazo do grupo | Grupo curto pesa no mês; grupo longo alivia o mês e pode alongar a espera | O mesmo pulverizador em 120 meses: cerca de R$ 2.417 |
| Taxa de administração | Divida a taxa pelos meses para comparar grupos de prazos diferentes | 16% em 80 meses dá 0,20% ao mês; 18% em 120 meses, 0,15% |
| Periodicidade | Planos por safra concentram o pagamento depois da colheita | Distribuidor de R$ 100 mil, 16%, 6 pagamentos anuais: cerca de R$ 19.333 |
| Fundo de reserva e seguro | Protegem o grupo contra atrasos e o participante contra imprevistos; o saldo do fundo é devolvido no encerramento | Fundo de 3% sobre R$ 100 mil: R$ 3 mil ao longo do plano |
| Reajuste da carta | Corrige a carta pelo índice do grupo, não pelo preço do seu implemento | Índice de 5% no ano: a cota de R$ 100 mil passa a R$ 105 mil |
| Lance embutido | Usa parte da própria carta e reduz o crédito que sobra | 25% de R$ 100 mil: sobram R$ 75 mil para o distribuidor |
O tamanho da carta sai da cotação de cada implemento na revenda, com os opcionais que você vai usar. Os preços variam muito com o número de linhas, a largura da barra e a tecnologia embarcada, por isso a proposta parte da sua cotação e não de uma média.
| Referência | Valor |
|---|---|
| Plantadeira, pulverizador e distribuidor novos | Pela cotação da revenda |
| Taxa média em máquinas agrícolas (levantamento ABAC de 2016, dado antigo) | 0,119% ao mês em 113 meses |
| Tíquete médio do consórcio de máquinas agrícolas | R$ 273,91 mil |
Junte os orçamentos da linha inteira antes de escolher o formato. Só com todos os valores na mão dá para saber se um item pequeno, como o distribuidor, fica abaixo do mínimo do grupo e precisa ir junto com outro.
Antes de assinar
Quatro decisões evitam arrependimento: o formato das cartas, a ordem de compra na safra, as regras que a administradora precisa confirmar e o risco de a carta ficar pequena.
Com a mesma taxa e o mesmo prazo, uma carta grande e várias cotas menores têm o mesmo custo total. A diferença está no dinheiro que o lance exige, em quantas cotas concorrem a cada assembleia e em qual implemento chega primeiro.
| Critério | Uma carta de R$ 750 mil | Três cotas: R$ 400 mil + R$ 250 mil + R$ 100 mil |
|---|---|---|
| Parcela mensal | R$ 8.625 | R$ 4.600 + R$ 2.875 + R$ 1.150 = R$ 8.625 |
| Custo total | R$ 862.500 | R$ 862.500, se a taxa for a mesma |
| Cotas em cada sorteio | 1 cota, que libera tudo | 3 cotas, cada uma libera só o seu implemento |
| Custo de um lance de 30% (não garante a contemplação) | R$ 225 mil na carta única | R$ 30 mil (distribuidor), R$ 75 mil (pulverizador) ou R$ 120 mil (plantadeira) |
| Entrada escalonada | Parcela cheia desde o primeiro mês | Começar só com pulverizador e distribuidor: R$ 4.025 por mês |
| Na contemplação | Compra a linha inteira, se a carta aceitar mais de um bem | Compra um implemento por vez, na ordem em que as cotas saírem |
| Risco principal | Esperar sem nenhum implemento novo até a contemplação | O implemento mais urgente ser o último a sair |
Na prática, a carta única costuma servir a quem tem caixa para um lance grande e quer a linha nova de uma vez; as cotas separadas servem a quem troca um implemento por safra. O raciocínio completo, com mais cenários, está no artigo uma carta ou várias cotas, e você pode testar os seus valores no simulador de consórcio.
O primeiro implemento a comprar é o que entra primeiro na lavoura e está mais perto de falhar. No ciclo de soja do Rio Grande do Sul, o distribuidor e o pulverizador trabalham antes da plantadeira, por isso a ordem das cotas deve seguir a safra, não o preço.
| Implemento | Quando trabalha | Quando precisa estar na propriedade | Sugestão de cota |
|---|---|---|---|
| Distribuidor de calcário e adubo | Correção de solo no inverno e adubação antes do plantio | Até julho | Menor carta; bom alvo para lance próprio |
| Pulverizador | Dessecação em setembro e aplicações de novembro a março | Até agosto | Cota média, contratada junto com a do distribuidor |
| Plantadeira ou semeadora | Plantio de soja de outubro a dezembro e trigo no outono | Até setembro | Maior carta; entrar com uma ou duas safras de antecedência |
Se o implemento é para a safra que começa daqui a poucos meses, a contemplação pode não chegar a tempo, e o crédito rural pode ser o caminho para aquele item. Veja também como a parcela se encaixa na colheita em parcela anual no consórcio agrícola.
As regras de uso da carta mudam de uma administradora para outra e decidem qual estratégia é possível. Peça a resposta por escrito para as quatro.
| Pergunta | Por que importa | Se a resposta for não |
|---|---|---|
| Uma carta pode comprar mais de um implemento? | Sem isso, a carta única só serve a um bem, e o que sobra pode ficar parado | Divida em cotas, uma por implemento |
| Posso juntar duas cartas numa compra? | Permite completar um implemento caro com duas cotas contempladas | Dimensione cada carta para cobrir o seu implemento sozinha |
| Qual o valor mínimo de carta do grupo? | Implementos baratos podem ficar abaixo do mínimo | Junte os itens menores numa carta só ou pague à vista |
| A carta aceita implemento usado? | Define se dá para comprar seminovo e com que idade e avaliação | Planeje a cota para implemento novo |
Pivô de irrigação, silo e armazém costumam ter regras próprias, e em algumas administradoras entram por outra categoria de carta. O artigo sobre consórcio para pivô de irrigação mostra qual carta usar em cada caso.
A carta é reajustada pelo índice do grupo, mas o preço do implemento segue o mercado, e os dois nem sempre andam juntos. Se o implemento sobe mais que o índice, a diferença sai do seu bolso na compra.
Os tropeços mais caros aparecem na divisão das cartas e na ordem de chegada de cada implemento.
Se ela não aceita mais de um bem, o crédito que sobra fica parado.
A cota do distribuidor pode não caber no grupo de máquinas.
O que decide é o implemento que a safra pede primeiro.
Uma carta justa hoje pode ficar curta daqui a duas safras.
O implemento que precisa trabalhar em poucos meses pede outra forma de compra.
A entrada escalonada reduz a parcela nos primeiros meses.
Estas 8 respostas precisam estar na proposta de cada cota. Se alguma faltar, peça antes de passar o contrato para quem assina.
Se ainda falta entender sorteio, lance e assembleia, o guia de como funciona o consórcio, passo a passo explica cada etapa antes da proposta.

Carta única e cotas, com lance de cada.
A cota mais urgente é a que entra primeiro.
Mais de um bem, junção e valor mínimo.
Planos por safra para cada cota, se o grupo oferecer.
Só cotas novas, com as regras do grupo por escrito antes da adesão.
Sorteios e lances organizados por implemento.
Conversa sem compromisso
Receba a proposta dos seus implementos em carta única e em cotas separadas

Onde atendemos
A proposta e o acompanhamento acontecem pelo WhatsApp, de qualquer estado. De uma região para outra, muda qual implemento a safra pede primeiro e, com isso, a ordem das cotas.
Distribuidor no inverno, pulverizador na dessecação e plantadeira de outubro em diante.
Semeadora em duas janelas, verão e trigo, e pulverizador o ano quase todo.
Soja e milho safrinha colados pedem plantadeira de muitas linhas e pulverizador sempre pronto.
Pulverizador de alta capacidade e plantio concentrado nas primeiras chuvas.
Distribuidor de calcário na abertura de área antes da primeira plantadeira.
Cada cultura tem a sua máquina: semeadora nos grãos, pulverizador no café e distribuidor na cana.
Os períodos de uso são referências gerais e mudam com a cultura, o município e o zoneamento de risco climático de cada safra.
É a forma de renovar plantadeira, semeadora, pulverizador ou distribuidor entrando em um grupo de consórcio, com uma cota para a linha toda ou uma cota por implemento. O grupo não cobra juros, e sim taxa de administração, e cada cota contemplada em assembleia recebe o crédito para pagar a revenda.
Os implementos são uma das quatro frentes do consórcio agro.
Porque cotas menores pedem lances menores e deixam você receber um implemento por vez, na ordem da safra. No exemplo desta página, um lance de 30% custaria R$ 30 mil na menor cota, contra R$ 225 mil na carta única de R$ 750 mil; ofertar lance não garante a contemplação (valores ilustrativos).
Veja mais cenários em uma carta ou várias cotas.
Depende da administradora: algumas aceitam mais de um bem na mesma carta, outras exigem um bem por carta. Essa resposta vem por escrito na proposta, antes de você escolher o formato.
Entenda as regras gerais de uso da carta em como funciona o consórcio.
Algumas administradoras permitem somar duas cartas contempladas na mesma compra, e outras não. Se não permitirem, o caminho é dimensionar cada cota para cobrir sozinha o implemento que ela vai pagar.
Teste o valor de cada cota no simulador de consórcio.
Na revenda de implementos que você escolher, desde que a administradora aceite o fornecedor, incluindo marcas como Stara, Jacto, Jumil e Semeato. Feiras como a Expodireto e a Expointer também servem, e o pagamento à vista da carta dá força para pedir desconto.
Veja como usar isso a seu favor em negociar máquina agrícola na feira.
Qualquer produtor pode entrar no grupo, e cada cota pode ficar no nome do pai, do filho ou da empresa rural da família. A renda e o cadastro são avaliados quando a cota é contemplada, antes de o crédito pagar o implemento.
Antes de assinar, confira se a administradora é autorizada em consórcio é seguro?.
Pelo menos uma safra antes da janela de plantio, e de preferência duas, porque nenhuma assembleia tem resultado previsto. Quando a plantadeira precisa rodar no plantio que começa em poucos meses, o consórcio não é a ferramenta certa para ela, e a cota pode ficar para o implemento seguinte.
Veja como estimar a espera em quanto tempo demora para ser contemplado.
Em parte das administradoras, sim, mas plantadeira e pulverizador seminovos costumam passar por limite de idade e por laudo de um avaliador. Se o laudo sair abaixo do preço pedido, a diferença não é coberta pela carta.
As regras de máquina usada, parecidas para implementos, estão em consórcio de trator usado.
Em algumas administradoras entram como máquina e em outras como imóvel rural, com regras próprias. Por isso a proposta indica qual carta usar antes de você assinar.
Veja os dois casos em consórcio para pivô de irrigação.
Numa cota de R$ 400 mil com 16% de taxa paga em 6 safras, o pagamento anual fica perto de R$ 77.333, sem contar fundo de reserva, seguro e reajuste. Se o grupo for mensal em 100 meses, a mesma taxa dá cerca de R$ 4.640 (conta ilustrativa).
Descubra quantas sacas por safra esse valor representa com a calculadora de parcela em sacas.
Planeje a frota inteira
Quem renova os implementos quase sempre olha também a máquina que puxa, a que colhe e a área que vai trabalhar.

A carta que costuma vir depois dos implementos, com o custo medido em sacas por safra.
Ver a carta da colheitadeira em sacas
A força que a plantadeira nova vai pedir, com a conta ao lado do Moderfrota.
Ver a conta do trator por safra
Quando a linha nova pede mais hectares, a terra do vizinho entra no plano de cotas.
Ver a carta para comprar mais área
MáquinasQuando vale concentrar e quando vale dividir.
MáquinasCarta de máquina ou de imóvel rural, caso a caso.
PlanejamentoCronograma, custo e risco de cada troca.
Proposta grátis
Conte quais implementos estão na lista e quanto somam. Você recebe a divisão em carta única e em cotas, com lance e parcela de cada formato, para mostrar em casa.
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